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sexta-feira, 1 de março de 2013

A "pegadinha do malandro" na prova específica

Olá caros colegas!

O tema de hoje gira em torno dos concursos e suas polêmicas elaborações. Vamos lá!

Um dia desses, lendo um bom artigo do advogado Alessandro Dantas, percebi que a área de Arquivologia, em boa parte dos concursos destinados aos profissionais arquivistas, parece pecar na prova específica. Explico: há um complexo de mau elaboração da prova, onde "curiosos" se "dão ao trabalho" de elaborá-la. Vocês veem que comumente há uma confusão nas provas, onde é pedido assuntos da Biblioteconomia que nos livros de Arquivologia nem sequer existem? Outras coisas que considero equivocadas é o uso abusivo do assunto relacionado a classificação de documentos, onde a abordagem nas duas áreas são diferentes. Alguém me belisque, mas na área arquivística precisamos saber toda a tabela da CDD e CDU?

Por isso, muito cuidado! Verifique bem a prova, a coesão e os assuntos pedidos no conteúdo programático. Se houver "confusão" por parte da banca nos assuntos, recorra. Você, melhor do que ninguém sabe, o que é e o que não é da alçada de sua área.

E lembre-se: devagar, chegamos lá!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Ministério Público da União contrata terceirizados e deixa na fila 6 mil aprovados em certame disputado por 754,7 mil brasileiros


Ministério Público da União contrata terceirizados e deixa na fila 6 mil aprovados em certame disputado por 754,7 mil brasileiros

» GUSTAVO HENRIQUE BRAGA

O Ministério Público da União (MPU), autor de diversas ações judiciais para a substituição de terceirizados e comissionados irregulares no funcionalismo, por concursados, agora é alvo de denúncias sobre irregularidades na folha de pessoal. A acusação parte dos aprovados no último certame para o órgão, realizado em 2010. Depois de quase dois anos, pouquíssimos foram nomeados e o temor é de que eles vejam anos de estudos e investimentos em apostilas e preparatórios irem para o lixo. O motivo é que a validade do processo seletivo se encerrará no fim do ano, mas há sérias dificuldades para que as nomeações ocorram a tempo.
A criação de 6,8 mil vagas para o MPU, logo após o lançamento do certame, em 2010, foi motivo de comemoração para os 754,7 mil inscritos. Na ocasião, eles enxergaram nos novos postos a certeza para uma porta de entrada ao funcionalismo. Mas o que era dado como  mera questão de tempo se transformou em aflição. Até o momento, apenas 980 dessas vagas foram preenchidas.
As nomeações feitas até gora estão concentradas nos cargos de analista processual e técnico administrativo, enquanto para outros 52 cargos, com aprovados espalhados por todo o país, é raro encontrar algum participante do último concurso que tenha sido chamado. Os que passaram acompanham, todos os dias, as nomeações, na esperança de serem integrados aos quadros do MPU.
O servidor Francisco Souza, segundo colocado para o posto de analista de comunicação social em Santa Catarina, argumenta que as vagas que deveriam ser ocupadas pelos aprovados são preenchidas, na verdade, por funcionários em desvio de função, comissionados e requisitados de outros órgãos. "Em Santa Catarina, a assessora de imprensa do MPT foi contratada há menos de um ano, ou seja, dentro da validade do concurso, como terceirizada. No MPF do mesmo estado quem assume a assessoria de imprensa é uma técnica. Esta é uma prática comum em diversas unidades da federação", relata.

Desculpa
O MPU explica que o concurso previu apenas duas vagas efetivas de analista de comunicação, ambas em Brasília e que foram preenchidas. A seleção para os demais locais foi exclusivamente para formação de cadastro de reserva e resultou na nomeação de 10 aprovados até agora. O MPU afirma ainda que, em Santa Catarina, o MPF já possui um servidor nomeado no cargo de analista de comunicação, que também ocupa o cargo em comissão de assessor de comunicação.
A justificativa do MPU leva em consideração o fato que, a rigor, apesar da chiadeira dos concurseiros, nos casos de postos para formação de cadastro de reserva o candidato tem apenas a expectativa de nomeação, mas não o direito. O argumento dos aprovados, entretanto, é de que tal situação — com diversos primeiros colocados correndo o risco de não serem chamados — é, no mínimo, imoral. Há até um projeto de lei em tramitação no Senado que estabelece a proibição de concursos exclusivamente para cadastro de reserva. O PL pode ser votado esta semana na Comissão de Constituição e Justiça.
Os candidatos questionam ainda a boa-fé dos organizadores do certame. A alegação é de que não é plausível uma banca arrecadar milhões em taxas de inscrição para fazer processos seletivos de cargos em que, no fim, ninguém é contratado. "Se mesmo depois de dois anos nenhum candidato é nomeado, então fica claro que o concurso público não deveria ter sido feito. Isso é consequência da falta de uma legislação específica para o setor", defende Emerson Caetano, professor de direito administrativo da Vestcon.
Como não existe legislação, os candidatos dependem de jurisprudências de julgamentos anteriores para fazer valer o ingresso  no setor público, ainda que preenchendo todos os requisitos exigidos na fase de seleção.

Justiça
Emerson Caetano, da Vestcon, orienta aos primeiros colocados de cada cargo que aguardem o fim da validade do certame. "Encerrado este período, caso não sejam nomeados, eles devem entrar com ação judicial para assegurar que, ao menos, o primeiro colocado seja contratado", recomenda. O professor ressalta, contudo, que a argumentação precisa se basear em princípios como o da moralidade, já que não há uma lei específica para os concursos que possa ser usada como referência.

Fonte: Correio Braziliense
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Compartilhando... pra o máximo de pessoas que assim como eu, passam por tal situação.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Concurso público: oportunidade de seguridade ou fábrica de dinheiro da Administração Pública?

Muito bem, meus caros! Hoje o tema soa polêmico para alguns e um tanto estranho para outros. Já explico...
Pensou? Refletiu? Eu deveria deixar para fazer essas perguntas no fim, não? Mas pense agora no título da presente postagem... pensou? Certo... então, vamos lá.

Você aí, sentando em frente ao pc, já viu a quantidade de concursos que estão pra sair, certo? O G1 listou aproximadamente uma determinada quantidades de vagas que deveram ser disponibilizadas ainda esse ano, para o provimento de diversos cargos. Foram mais de 170 mil vagas! Isso mesmo... olha a oportunidade! Dentre isso, incluímos através das vagas a oportunidade de ficar a espera, melhor dizendo, da boa vontade administrativa pública: o famoso e imbatível CADASTRO DE RESERVA. Ele mesmo. O melhor companheiro para aqueles que não querem nada sério agora, mas que se do "mato sair cachorro" acabam correndo atrás. Ou para aqueles, que como eu (e a torcida da seleção brasileira), agora esperam, esperançosos por uma "vaguinha", nem que seja com desvio de função, para garantir aquela estabilidade.

Mas muito se questiona sobre a capacidade de arrecadação que alguns concursos fazem do CR. Isso... já pensou que, por exemplo: num concurso, onde se abre vagas para uns 20 cargos (eu só incluí aí os de nível superior), 3 vagas para 16 dos 20 cargos, alguns chegando a no máximo 5 vagas, contando aí com o CR (eita bendito!) se inscrevem em média uns 300 para cada um (olha, 300 é fichinha... tem concurso aí que dá mais de 100 mil por 300 vagas). Faz as contas, baseado na taxa de inscrição... pá! Imagina o total arrecadado... pensa no número de pessoas que proveram essas vagas. E a quantidade no cadastro de reserva. Para aqueles que passaram, parabéns. Estão municiados para uma estabilidade financeira que todo trabalhador merece. Para os que ficaram no cadastro de reserva, resta as orações, a boa vontade dos políticos (é, eles criam os códigos de vagas!) e da administração pública, que dentre as suas obrigações, está a de manutenir o seu corpo administrativo. Feito isso, os candidatos no CR sonham com dias melhores.


Mas "iaí", pensou no total arrecadado? Milhões, né? Eu não sei onde esse dinheiro é investido... gostaria de saber (alguns vão para o "Tesouro da União", quando se trata de concurso federal). Eu citaria até o caso que Carol abordou no post dela, sobre a capacidade que nós, estudantes/profissionais/pais de família temos de nos abster de determinadas situações, nesse caso, concursos públicos. Quem nunca desistiu daquele concurso por falta de R$? Quem nunca desistiu daquele concurso por seu quadro de provimento ser exclusivamente e especialmente direcionado ao CADASTRO DE RESERVA?

O título do post pode dar duas, três, quatro, cinco, n respostas. Cabe a cada um pensar...

E aí, pensou?