sábado, 6 de abril de 2013

Convidado: João Paulo do Nascimento Soares


O ARQUIVISTA SOB O OLHAR  EMPREENDEDOR

            Inicialmente, quero de pronto agradecer aos amigos Anna Carollyna e Dacles Silva pelo nobre e honroso convite feito para poder contribuir de maneira propositiva com as inquietações da ciência arquivística no respectivo blog.   Admito que fiquei admirado (surpreso) e ao mesmo tempo, envaidecido com o referido convite. Ademais, com a responsabilidade em ser o primeiro graduando do Curso Bacharelado em Arquivologia a construir/desenvolver um texto na condição de convidado acerca da área da arquivologia.

            A priori, decidi relatar uma área não muito atuada pelos os profissionais arquivistas que é o Empreendedorismo nos ambientes corporativos e empresariais (Arquivista-Empreendedor).

            Na atualidade, os arquivistas precisam explorar as múltiplas oportunidades que o mercado de trabalho oferece. Para tanto é necessário que fiquemos atentos às exigências impostas pelo o mundo competidor. Dessa forma, terão que empreender de forma que agregue valores em seus ambientes corporativos de trabalho, otimizando e (re) inventando. Entretanto, há poucos arquivistas enveredando na perspectiva de empreendedor.

            Na visão das autoras (CASTRO; CASTRO; GASPARIAN, 2007), são pontos críticos nas administrações, Arquivistas que tenham:
·        Visão de conjunto de percepção da orientação estratégica da administração para esclarecerem como a gestão de documentos de arquivo pode apoiar suas ações;
·        Capacidade de comunicação – apresentação e perspectiva arquivista em reuniões e treinamentos ou através da produção de documentos técnicos como planos, especificações ou recomendações;
·        Capacidade de negociação – capacidade de negociar com parceiros, para chegar a soluções equilibradas que permitam alcançar os objetivos Arquivísticos e organizacionais;
·        Capacidade para consultoria – capacidade para assessorar organizações – clientes nas resoluções dos seus problemas e no alcance dos objetivos Arquivísticos;
·        Capacidade política e tática – a capacidade de avaliar a melhor maneira de influenciar a administração e com quem trabalhar para assegurar os objetivos Arquivísticos.

            Desse modo, o empreendedor (Arquivista) deverá ser inovador, estrategista, criativo e pensar grande encarando novos desafios.

Para Brandão (2003, p.2) “Empreendedor é quem utiliza sua criatividade para gerar inovação e provocar mudanças no ambiente em que está inserido”.

            Além disso, é essencial que o profissional arquivista tenha visão das áreas afins tais como: Administração, Direito, Informática, Marketing, Comunicação e outras.

            Destarte, entende-se que o arquivista que tiver o espírito empreendedor fará a diferença frente ao mercado de trabalho, contribuindo e dando uma visão organizacional para a sociedade que muitas vezes desconhece a importância de seu papel profissional para a sociedade.

        Nesse sentido, se faz necessário que os profissionais arquivistas atentem     capacitados/habilitados, a fim de poder empreender como autônomos e atuar nas organizações, sendo criativos e implementando suas ideias de maneira proativa e em projetos inovadores para as atividades laborais.

            É nessa perspectiva que o arquivista deverá estar atento as rápidas transformações que a sociedade e as corporações perpassam, estando sempre em busca da excelência na qualidade para os usuários da informação arquivística. Tais resultados implicarão uma fidedigna situação que irá possibilitar um pensamento acerca do empreendedorismo na ciência arquivística nos dias atuais.

            Bom pessoal é isso, espero ter colaborado de maneira proativa para as discussões e/ou inquietações que essa temática inovadora na Arquivologia nos apresenta.

            Muito obrigado mais uma vez aos amigos Anna Carollyna e a Dacles pelo altivo convite, o blog de vocês estão de parabéns pela interação, democratização e disseminação do conhecimento arquivístico.



                                                           João Paulo do Nascimento Soares, 05/04/2013.



Sobre convidado do mês de abril

Olá galera...

Como prometido, o nosso convidado do mês de abril já nos enviou sua publicação!

Já li, e tá muito boa!

Obrigada mais uma vez ao estudante de arquivologia João Paulo.

Jajá ela vai tá bombando por aqui!

Fiquem atentos!

quinta-feira, 21 de março de 2013

UEPB: Atividades referente à greve.

Olá gente,

Fico feliz em ver que apesar de a UEPB está em greve, o curso de Arquivologia não para nas sua atividades extras. Parabéns a coordenação, a professora Mara e o professor Washington.
Excelente programação. Aproveitem. 



ATENÇÃO, ALUNOS ARQUIVOLOGIA UEPB (CAMPUS V): Segue o calendário das atividades referentes à greve

Mesa de debate "UEPB em Movimento"
Segunda-feira, 25/03/2913, 9h
Participação dos professores Jamilton (Campus Araruna), Josemar Henrique (Campus João Pessoa), Vancarder Brito (Campus João Pessoa) e Morganna (Campus Araruna)

Cine Mnemosine - Filme "Segunda-feira ao Sol"
Terça-feira, 26/03/2013, 9h
Participação do professor Samir Perrone (UFPB)

Seminário sobre Precarização da Educação
Quarta-feira, 27/03/2013, 9h
Participação de representante do Andes - Sindicato Nacional

Sessão Especial para discutir a questão da UEPB na Assembleia Legislativa da Paraíba - ALPB
Quarta-feira, 03/04/2013, 14h
Com a presença (foram convidados) dos secretários de Finanças, Educação da PB e representante da Reitoria da UEPB.

Obs.: Informação divulgada pelo prof. Washington Medeiros em uma rede social.


Convidado do blog: mês de Abril

Olá galera,

Hoje a publicação é para apresentar o nosso próximo convidado, do mês de abril.

Será o aluno do curso de Arquivologia da UEPB: João Paulo Soares.

Segue o link do lattes dele: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4459833D7

Nós do blog Arquinóia agradecemos seu aceite.

Abraços e em breve a publicação dele!

AGUARDEM!

segunda-feira, 18 de março de 2013

Greve, etc e talz

Olá,

Bem, como todos sabem, a UEPB está em greve por tempo indeterminado. Dentre um dos motivos ao qual reivindicam os professores é o reajuste salarial. Já escutei também algo relacionado a melhoria estrutural.

Mas enfim, o que me levou a escrever algo sobre isso?

Uma greve no ambiente educacional, em especial do corpo docente, reflete diretamente nos alunos, ao qual estão ali no percurso do seu aprendizado em determinada área. E como é ruim quebrar o ritmo. Ruim para todos.

Nas redes sociais, ao qual tenho acesso, li nos últimos dias inúmeras discussões sobre a tão falada greve da UEPB, alguns apoiam e outras não. Coisa bem comum, já que este assunto interfere diretamente no cotidiano do corpo discente. 

Antes de tudo, não estou aqui para concordar ou discordar com a greve, mas sim, para incitar uma reflexão. Só! ;)

Então... vamos lá!

O que é uma greve? É uma cessação coletiva e voluntária do trabalho realizado, com o fim de obter benefícios, sejam eles financeiros ou estruturais. O direito de greve é assegurado pelo artigo 9º da Constituição Federal.
"Art 9º - É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo sobre os interesses que devam por meio dele defender"

Enfim, é um direito dos professores. E isso é certo e legal!

Porém algumas publicações dos alunos nas redes sociais, me fizeram pensar, qual o real interesse dessa greve? Espero que seja meramente trabalhistas.
No meio de tanta politicagem (Política que tem por objetivo atender aos interesses pessoais), alguns podem fazer uso de tipo de artifício para se sobressair através da luta dos professores por uma causa justa.

Deixo claro, e espero que esse tipo de prática não esteja presente nessa greve da UEPB.

Acredito e espero que as coisas se resolvam, e que as aulas se normalizem.

Porém deixo a reflexão, até onde a política ou a politicagem  interferem no direito de greve, ou melhor até onde elas podem ser usadas de forma errada em uma greve legal.

Abraços, reflitam e opinem.




sexta-feira, 1 de março de 2013

A "pegadinha do malandro" na prova específica

Olá caros colegas!

O tema de hoje gira em torno dos concursos e suas polêmicas elaborações. Vamos lá!

Um dia desses, lendo um bom artigo do advogado Alessandro Dantas, percebi que a área de Arquivologia, em boa parte dos concursos destinados aos profissionais arquivistas, parece pecar na prova específica. Explico: há um complexo de mau elaboração da prova, onde "curiosos" se "dão ao trabalho" de elaborá-la. Vocês veem que comumente há uma confusão nas provas, onde é pedido assuntos da Biblioteconomia que nos livros de Arquivologia nem sequer existem? Outras coisas que considero equivocadas é o uso abusivo do assunto relacionado a classificação de documentos, onde a abordagem nas duas áreas são diferentes. Alguém me belisque, mas na área arquivística precisamos saber toda a tabela da CDD e CDU?

Por isso, muito cuidado! Verifique bem a prova, a coesão e os assuntos pedidos no conteúdo programático. Se houver "confusão" por parte da banca nos assuntos, recorra. Você, melhor do que ninguém sabe, o que é e o que não é da alçada de sua área.

E lembre-se: devagar, chegamos lá!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Convidado: Arquivista Philipe Cavalcanti


Olá a tod@s arquivistas e leitores do blog... Sou Philipe Cavalcanti, Arquivista, formado pela UEPB (2011).

Primeiramente, agradeço o convite aos amigos Anna Carollyna e Dacles Silva, confesso que fiquei surpreso por tal pedido. Além disso, sendo o primeiro a desenvolver trabalhos, na qualidade de convidado arquivista, a escrever esses breves pensamentos, de tantos que outros que serão postados nesse blog. Uma grande responsabilidade.
Bom, pra início de papo e sem mais delongas foi pedido para escrever algo que fosse alvo de uma inquietação e, claro, sempre temos alguma! Nesse caso pensei em falar sobre algo que tenho observado nesses últimos meses que é a falta de profissionais (Arquivistas) no setor privado. Isso mesmo, Arquivistas! A Paraíba hoje conta com dois cursos de Arquivologia, formando a cada ano vários e bons profissionais dessa difícil área. Mas para onde estão indo esses profissionais? Onde estão exercendo suas funções?
É bem verdade que o setor público é o que atende mais às nossas necessidades, principalmente o Federal, onde são pagos os melhores salários e a procura sempre é (e será) grande por uma vaga nesse setor (algo que não é exclusividade nossa, claro!). Mas também sabemos que não haverá vagas suficientes nessa esfera para uma demanda de tantos arquivistas formados.
E é para preencher essa falta de vagas que aparece o setor privado (empresas, organizações privadas, indústrias, etc.). Bom, infelizmente a realidade não é bem essa e não é difícil comprovar isso, basta apenas um rápido papo com outros colegas formados na área para saber que muitos ainda estão sem exercer suas nobres funções no mercado de trabalho.
Mas essa “falta de vagas” não é exatamente o foco desse texto. O principal foco é discutir o fato de que os poucos que estão empregados não foram todos contratados como ARQUIVISTAS. Mas como assim não? No setor privado existe algo que podemos observar que é a contratação de “assistentes administrativos”, ou seja, independentemente se somos formados em alguma área ou não, somos contratados como assistentes, mesmo exercendo nessas empresas as respectivas funções de ofício.
Em um caso como o da Paraíba que não possui ainda uma associação de arquivistas e menos ainda um sindicato formado, não temos como discutir um piso salarial estruturado e de acordo com nossa realidade econômica. Ou seja, as empresas privadas estão livres de pagar o bem entendem por serviços qualificados e realizados por profissionais de nível superior e não há uma defesa por esses direitos.
Cabe registrar também que essa não é exclusividade dos arquivistas. Há outros profissionais, de outras áreas, que na verdade necessitam submeter-se a essas condições, assim como nós.
Apesar disso, ainda há outro problema: a desvalorização dos profissionais no mercado. Pensando bem, como chegaremos a sermos valorizados se ainda somos reconhecidos como pequenos auxiliares e não como atuantes e capazes de uma real melhoria na prestação e celeridade dos procedimentos administrativos de qualquer organização?
A verdade é que os arquivistas estão preparados para lidar com a demanda de serviços que existe desde sempre nas organizações, o que não existe ainda é reconhecimento da real necessidade desses profissionais, excetuando-se aquelas situações onde, por exemplo, a Receita Federal solicita o registro dos funcionários a partir da fundação das empresas, ou algo similar. O impacto dessa “manobra” administrativa (de contratar como assistentes e a baixos salários) desvaloriza uma profissão que não existe há pouco tempo. Caso ainda haja dúvidas quanto à isso... Ver: http://www.conarq.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=92&sid=52
No caso, das contratações assim feitas, as empresas são desobrigadas a pagar seus funcionários de acordo com seus respectivos pisos salariais, ou seja, arquivista não recebe seus proventos de acordo com a função de arquivista, cientista da computação, administradores, etc também não.
Não somos bem qualificados para comentar sobre o aparato legal do que chamamos aqui de “manobra administrativa”, se não existe, deveriam existir leis que proibissem tal prática. Ou será que não? Ou será que seria pior? Será que ainda iriam querer nos contratar? Do jeito que as coisas vão, talvez piorasse para nós arquivistas sermos apenas contratados como de nível superior, por que daí seríamos postos nos mesmos graus que engenheiros, advogados, arquitetos, médicos, etc. como profissionais bem reconhecidos de acordo com nossas funções e valor diante da administração, além de termos de ser bem pagos para isso.

Será que merecemos tal posto, acreditamos que SIM!

Philipe Cavalcanti, 18/02/2013.